Já está disponível o primeiro texto de 2018 da análise da execução orçamental, um projeto IPP. A análise da execução de janeiro de 2018 realizada para o Observador, “Execução orçamental de janeiro: contas cada vez mais equilibradas. E agora?’”, pode ser encontrada aqui.

Na análise de janeiro, Joana Vicente e Luís Teles Morais confirmam que o défice da economia portuguesa está cada vez mais equilibrado (terá ficado quatro décimas abaixo do previsto no Orçamento em 2017). Já a meta de 2018 é um défice de 1%, o que representa um esforço de consolidação de 0,2%. Desafios como o descongelamento das carreiras e a descontração do rácio de contratação de funcionários públicos exigem que o Governo proceda com cautela.

Em 2018 continua a mesma tendência relativamente às receitas fiscais (que tiveram um contributo importante para o recorde do défice). Estas registaram um crescimento homólogo de quase 9%, embora refletindo realidades diferentes nos vários impostos.

Mantém-se a dúvida se será finalmente em 2018 que se cumpre a “aposta no investimento público”, que em 2017 ficou quase 900 milhões abaixo do orçamentado.

A dívida não financeira dos Hospitais EPE continua a ser um problema a resolver: em janeiro os pagamentos em atraso ascenderam a 951 milhões. Apesar do reforço de capital registado em novembro do ano passado, continua-se a não conseguir implementar um plano integrado, de longo prazo, eficaz, com perspetivas de melhorar a situação recorrente e degradante da gestão dos pagamentos dos Hospitais EPE.

 

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