• Policy research and debate

Já está disponível o oitavo texto de análise mensal da execução orçamental, um projeto IPP.

A análise da execução orçamental de maio de 2016 feita para o Observador, “Execução orçamental de maio. Desvios no horizonte?”, pode ser encontrada através deste link.

O défice, tanto em contabilidade pública como em contabilidade nacional, ficou abaixo do registado em igual período de 2015. No entanto, há alguns desvios potenciais para o fim do ano que se começam a manifestar e convém ir acompanhando de perto, nomeadamente nos impostos (sobretudo, IRC – que tem sempre em maio o seu mês mais importante para a execução) e nos salários, cuja estimativa dos “custos da reposição” nunca fora claramente explicitada.

Além destes perigos na execução orçamental, existe o impacto certo, de dimensão ainda incerta, da futura recapitalização da Caixa Geral de Depósitos que, independentemente do seu tratamento contabilístico em termos de défice e dívida, implicará inevitavelmente um esforço financeiro para os seus acionistas, ou seja, os contribuintes.

O défice das Administrações Públicas até maio, na ótica da Contabilidade Pública, foi então de 395 milhões de euros, consideravelmente menor do que o registado em igual período de 2015. Esta melhoria decorre, por um lado, do aumento homólogo da receita (+1,6%) e da quase estabilização da despesa face ao ano passado (+0,1%).

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