Já está disponível o décimo primeiro texto de análise da execução orçamental, um projeto IPP. A análise da execução de novembro de 2017 realizada para o Observador, “Execução orçamental de novembro. A confirmação de um défice saboroso’”, pode ser encontrada aqui.

Na análise de novembro, Joana Vicente e Luís Morais confirmam a previsão de um défice de 1,2%, o que representa uma melhoria devido ao crescimento robusto da receita (mais 4%), que compensa o comportamento da despesa (mais 0,8%).

É assim a receita fiscal (+5,5%) que permite fazer história, outra vez, sendo a grande impulsionadora para a redução homóloga do défice, com uma melhoria generalizada nos impostos diretos (ao contrários dos indiretos, que registaram uma variação média de -2,8%).

Já o investimento da Administração Central continua a desiludir, caindo 9% face ao mesmo período do ano anterior (enquanto o OE previa um aumento de 26%), o que representa um desvio positivo para o défice, mas negativo em valor, de 950 milhões face ao orçamentado, devendo este ficar perto dos 950 milhões no final do ano.

O desvio nas despesas com pessoal, após o pagamento dos restantes 50% que faltavam do subsídio de natal, continua a ser negativo, devendo a diferença face ao OE fixar-se pelos 400 milhões, ao passo que a aquisição de bens e serviços deverá registar um desvio positivo de quase 600 milhões (cativações?).

A dívida dos Hospitais tem também atingido níveis históricos, com o valor dos pagamentos em atraso dos Hospitais EPE a ascender a 1.103 milhões de euros, com um ritmo médio de aumento de 45 milhões por mês desde o início do ano. O anúncio de mais uma regularização extraordinária a ocorrer no fim de 2017 (à semelhança de anos passados), ainda não se refletiu nesta trajetória.

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