Com a sua missão, o Institute of Public Policy pretende contribuir para um Portugal mais aberto, num duplo sentido: por um lado, com uma governação mais aberta e transparente; por outro, mais aberto ao mundo, para a promoção da liberdade individual e da justiça social, dentro de pontos de vista plurais sobre os significados de liberdade e justiça.

O projeto Atitudes europeiascom o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) parte, assim, dos pontos em comum entre os valores e as missões da FLAD e do Institute of Public Policy, e incorporou dois vetores distintos.

Lições americanas para a integração económica europeia

Apesar das diferenças importantes, a experiência americana é a mais rica fonte histórica de inspiração, para enformar o processo de integração europeia, tenha este como destino uma Europa federal, ou não. Este vetor pretendeu disseminar conhecimento no debate público português sobre as lições americanas para a integração económica europeia, com o objetivo de informar essa discussão quer a nível nacional, quer nas intervenções de Portugal em fóruns europeus.

O ponto de partida foi o ensaio de Jeffry Frieden, “Lessons for the euro from early US monetary and financial historyoriginalmente publicado na Bruegel Essay and Lecture Series, cuja versão portuguesa o Institute of Public Policy disponibiliza aqui, em exclusivo. O ensaio foi ainda debatido em Lisboa, na FLAD, no seminário Lições americanas para o euro, com a participação do próprio autor.

Paper Jeffry

Bruegel Essay and Lecture Series

Lessons for the euro from early US monetary and financial history

IPP PP 9

IPP Policy Paper 9

Lições para o Euro da história monetária e financeira americana

Euroceticismo e economia: o que liga as crises da Europa?

É hoje por todos compreendido que a integração política ficou aquém da integração económica ao nível europeu, assim reduzindo os possíveis benefícios desta última. Esta situação, por sua vez, tem reduzido o entusiasmo público pelo projeto europeu e, assim, enfraquecido a possibilidade de aprofundar a integração política. A ascensão de diferentes, mas semelhantes no seu antieuropeísmo, movimentos populistas por toda a Europa é vista como um sintoma destes problemas.

Embora Portugal não tenha assistido a tamanho crescimento dos populismos, o apoio público à integração europeia, usualmente entre os mais fortes da UE, tem diminuído. Os partidos pró-Europa ainda beneficiam de uma maioria constitucional, mas a sua base de apoio nunca foi tão reduzida. A Europa – exceto em matéria orçamental – tem estado ausente do debate público. A tentação dos atores políticos nacionalizarem as boas notícias e culparem “Bruxelas” pelas más notícias tem-se tornado mais apetecível.

Este vetor do projeto procurou contribuir para o debate, tanto a nível nacional como internacional, sobre o euroceticismo, as suas causas e consequências, através da realização de um seminário internacional, A Europa na Encruzilhada: desafios europeus para a política nacional, no Instituto de Ciências Sociais em outubro de 2018. As intervenções de cinco dos oradores serão publicadas enquanto policy briefs.

Equipa

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Marina Costa Lobo

(coordenadora)

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Luís Teles Morais

 

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