A apresentação dos resultados atualizados do projeto “Que futuro deixamos às próximas gerações? Um Índice de Justiça Intergeracional para Portugal”, realizou-se no dia 4 de dezembro de 2025, na Fundação Calouste Gulbenkian (Auditório 3).
As democracias tendem a subestimar os interesses das gerações futuras (que ainda não nasceram e não votam) em relação às gerações presentes. A manifestação deste problema nas gerações mais novas e nas vindouras é claramente observável no problema das alterações climáticas e do uso excessivo dos recursos naturais, na dificuldade crescente de acesso à habitação, na dualidade e precariedade do mercado de trabalho, no excessivo endividamento público e externo e nos rendimentos das famílias.
No entanto, há dimensões em que as novas e futuras gerações poderão aceder a um maior nível de bem-estar do que as gerações atuais, pela acumulação de um maior stock de capital humano e por um desenvolvimento tecnológico que abre um potencial de escolha maior e aumenta a esperança de vida.
O projeto “Um Índice de Justiça Intergeracional para Portugal” elaborado pelo Institute of Public Policy e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, insere-se na esteira de trabalhos que a Fundação Calouste Gulbenkian tem vindo a desenvolver nos últimos cinco anos.
O IPP criou um Índice de Justiça Intergeracional (IJI), que poderá ser atualizado anualmente, que permite não só dar uma saliência regular a este tema, como clarificar as políticas públicas que o poderão promover. O IJI é baseado em seis áreas distintas: ambiente e recursos naturais, saúde, mercado de trabalho, habitação, finanças públicas, pobreza e condições de vida.
O objetivo do projeto é dar saliência, no debate público e político, às questões de justiça intergeracional, identificar onde se manifestam as injustiças intergeracionais mais relevantes e perceber em que medida as políticas públicas têm contribuído para agravar ou atenuar essas injustiças.
Os resultados atualizados do projeto “Que futuro deixamos às próximas gerações? Um Índice de Justiça Intergeracional para Portugal” já estão disponíveis para consulta:
Consulte as últimas notícias sobre o relatório:
Portugal está menos justo para as futuras gerações na habitação, saúde e contas públicas
Investigadores

Paulo Trigo Pereira
Coordenador

Manuel Valente
investigador

Luísa Nobre
ambiente

Aida Tavares
saúde

Guilherme Ferreira
mercado de trabalho

Paula Albuquerque
habitação

Romana Xerez
habitação

Isabel Andrade
pobreza e condições de vida

Carlos Farinha Rodrigues
pobreza e condições de vida

Miguel St. Aubyn
finanças públicas

Axel Gosseries
Investigador
