Já está disponível o quarto texto de 2018 da análise da execução orçamental, um projeto IPP. A análise da execução de abril de 2018 realizada para o Observador, “Cativações podem descativar lugar de Mário Centeno“, pode ser encontrada aqui.

Na análise de abril, Joana Andrade constata que a execução orçamental tem sido o pilar da manutenção da coligação governamental. Porém, a obrigação trimestral de reporte das cativações poderá agitar a “geringonça” que até ao momento tem beneficiado de um ritmo orçamental positivo, apesar do saldo global começar a demonstrar algumas fragilidades.

Com um crescimento da receita em 3,8%, o saldo agravou-se em 165 milhões de euros devido à evolução da despesa em 4,1%.
Apesar das condições favoráveis, os reembolsos condicionam as receitas fiscais invertendo o ritmo do crescimento até então registado. O IVA e o IRS, apresentaram um crescimento favorável, respetivamente de 7,3% e de 5,8%.

De destacar, é a diminuição em 377 milhões de euros em cativos face aos existentes em igual período do ano anterior. Numa ótica de gestão orçamental, ter níveis excessivos de cativos não é saudável sendo que atualmente já soma os mil milhões cativos.

O desempenho que a Segurança Social tem apresentado tem sido bastante consistente e satisfatório. Este era um setor que poderia “derrapar” dados os aumentos extraordinários de pensões em conjunto com os aumentos superiores à inflação.

No mês de abril continuaram as boas notícias no que à dívida não financeira dos Hospitais EPE diz respeito. O montante em dívida desceu para 655 milhões de euros, o que se traduz numa diminuição mensal e homóloga de cerca de 50 milhões, um nível significativamente mais baixo (cerca de 200 milhões) do que a média registada ao longo de 2017.

 

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